OCUPAÇÃO PALESTINA TEIMOSA

Luta pela Salinha dos Estudantes na UECE!

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O Início da resistência!

No dia 9 de dezembro, estudantes da Universidade Estadual do Ceará (UECE) iniciaram a ocupação da Salinha dos Estudantes, localizada no Centro de Humanidades, Campus Fátima, em Fortaleza. A ocupação foi apelidada de "Ocupação Palestina Teimosa" em homenagem à firmeza do povo palestino.

O espaço foi fruto de uma ocupação realizada em 2015, tendo sido inaugurada oficialmente em 2018 funcionando como sala multiuso que sediava atividades como cine-debates, palestras, grupos de estudo, celebrações e diversas outras iniciativas estudantis.

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Permanência estudantil ameaçada!

A sala constitui uma política fundamental de permanência estudantil, possibilitando lazer, descanso, e oferecendo bolsas aos estudantes que coordenam suas atividades.

A partir do segundo semeste de 2025, a Direção do Centro de Humanidades ordenou que a sala permanecesse fechada, destinando-a a um projeto de extensão que a transformaria em uma panificadora, negando as solicitações de uso pelos estudantes.

A decisão foi tomada de forma unilateral, sem qualquer consulta à comunidade acadêmica, especialmente ao corpo discente que historicamente construiu e utilizou esse espaço.

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Tentativa de criminalização!

A repressão começou já no terceiro dia da ocupação. A Direção do Centro de Humanidades, recusando-se a dialogar, trouxe um perito civil para realizar perícia alegando "depredação". Quinze estudantes foram intimados a prestar depoimento na delegacia.

"Se não deixarem eu entrar [na sala], eu chamo o Choque e eles fazem o trabalho deles" — Perito civil ameaçando os estudantes

No dia 16 de dezembro, um estudante terceirizado que apoiava a ocupação foi demitido pela Reitoria exclusivamente por sua participação na mobilização estudantil.

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O cerco institucional!

Na tarde de 23 de dezembro, véspera do Natal, a Reitoria emitiu um ofício proibindo a entrada de pessoas no campus até 4 de janeiro. Alimentos e objetos entregues aos ocupantes passariam por inspeção dos seguranças.

Os seguranças, a mando da Reitoria, impediram o trânsito dos ocupantes, bloqueando acesso à cozinha e aos banheiros com chuveiro. Chegaram a sugerir que os estudantes se banhassem usando baldes em toaletes comuns.

"Estou me sentindo um prisioneiro, só que mais precário ainda. Temos menos direitos do que eles aqui na UECE" — Relato de um estudante ocupante
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A resistência se organiza!

A ocupação organiza rodas de leitura, assembleias, aulas abertas com apoio de docentes e atividades culturais. Um abaixo-assinado já reúne centenas de assinaturas, além de doações de estudantes e professores.

Os estudantes propuseram realocar a panificação para outro espaço.

A administração age de forma seletiva: é lenta e conivente para enfrentar a insegurança, falta de acessibilidade e assédio no campus, mas rápida e violenta para punir estudantes em manifestações legítimas.

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Nossas reivindicações:

Apesar das tentativas de cerco e criminalização, os estudantes estão determinados a manter a ocupação até que sejam atendidas as seguintes condições mínimas:

A Salinha dos Estudantes nas mãos dos estudantes;
Arquivamento dos inquéritos policiais;
Readmissão do estudante demitido;
Retorno de bolsas que formentem o projeto Sala dos Estudantes;
Garantia de não haver represálias.

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Em um momento de desarticulação geral do movimento estudantil, o ataque à Salinha dos Estudantes reacendeu a necessidade de luta direta. A ocupação não só propiciou a retomada do espaço, mas também revitalizou o espírito de mobilização necessário a qualquer conquista estudantil.

A Ocupação Palestina Teimosa permanece ativa e teima em continuar!